sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Brasileirão ao Rubro

Deco, o "10" de um Fluminense que sonha com o Brasileirão

A cinco jornadas do final do Brasileirão, são quatro as equipas que podem aspirar ao título máximo deste país que tem o futebol e o samba no sangue.
Fluminense (58 pontos), Corinthians (57), Cruzeiro (57) e Botafogo (54), partem assim para as derradeiras jornadas numa luta verdadeiramente titânica, com o Fluminense de Deco a levar uma pequena "alfomada" de um ponto na classificação, embora nem o mais dos optimistas dos adeptos do mítico "Flu" possa cantar vitória, sabendo-se da tão apertada guarda de honra que lhe movem o Corinthians o popular "timão", que tem entre outros nas suas fileiras Roberto Carlos e o "fenónemo" Ronaldo, o Cruzeiro, e o Botafogo, também ele um clube histórico que vem andado afastado dos lugares cimeiros.
Quanto às maiores decepções da prova têm sido o São Paulo, em sétimo lugar com 50 pontos e acima de tudo o Flamengo, campeão em 2009, e que esta época está mergulhado num pouco comum 13º lugar.
Final a não perder de uma prova ao rubro e a prometer emoções fortes!

FC Porto quanto baste consegue o apuramento


FC Porto assegura passagem na Liga Europa

A pensar no jogo do próximo domingo com o SL Benfica, por mais que a mensagem passada não fosse essa, a verdade é que este FC Porto que conseguiu o apuramento apesar deste empate caseiro foi literalmente uma equipa em contenção para o jogo de domingo, que a terminar com a vitória dos "dragões" é quase uma via verde para o título.
O treinador André Villas-Boas sabia, no início do encontro, que a sua equipa precisava da vitória para fechar, desde já, as contas do apuramento para os 16-avos de final da competição europeia, mas apesar do empate, o FC Porto beneficiou do resultado da outra partida do grupo L, onde o CSKA venceu.
O encontro no Estádio do Dragão começou com um forte ímpeto atacante da equipa portista, com remates de Hulk e Falcao para as defesas seguras de Arikan. Estas jogadas perigosas do sector ofensivo faziam prever que o jogo fosse de fácil resolução para o FC Porto, mas foi só através da marcação de uma grande penalidade que o ‘dragão’ chegou à vantagem no marcador.
O árbitro Paolo Tagliavento apontou para a marca da grande penalidade depois de ver Falcao cair na área aos 36 minutos, após embate com o guarda-redes turco. A decisão foi bastante contestada pelos visitantes, mas o avançado portista marcou assim o golo que dava vantagem ao FC Porto no marcador
Até ao apito do final da primeira parte, o Besiktas tentou chegar à igualdade, mas sem efeito. Tabata ainda tentou a sua sorte com um remate de longe à baliza de Helton, mas o resultado não se alterou com o fim dos 45 minutos iniciais.
Na segunda parte do encontro, os jogadores do FC Porto viram uma equipa turca bastante diferente da primeira metade. Apesar do remate perigosíssimo de Hulk à passagem do minuto 56, tentando fazer um ‘chapéu’ a Arikan, o rumo do jogo mudou com a expulsão de Cristian Rodriguez no minuto seguinte.
O Besiktas, aproveitando o desnorte da equipa portista chegou ao golo da igualdade aos 61’, por intermédio de Nihat, com um remate potente e colocado à entrada da área de Helton, sem hipóteses de defesa para o guardião brasileiro.
A partir deste momento, o jogo aqueceu a nível emocional, sendo que o árbitro foi obrigado a fazer a segunda expulsão da noite, aos 65 minutos, ao jogador do Besiktas Toroman, por falta sobre Falcao.
Até ao fim do encontro no Estádio do Dragão, o FC Porto viu o Besiktas aproximar-se perigosamente da baliza, chegando mesmo a temer que, à passagem dos 74 minutos, um remate de Bobô do meio campo, aproveitando o adiantamento de Helton, entrasse na baliza, porém bateu com estrondo na barra.
Mais tarde, aos 78', Rubén Micael ainda reclamou golo depois de picar a bola sobre o guardião turco, mas Gulum cortou a bola no momento crucial. Restaram muitas dúvidas sobre este lance, mas a decisão do árbitro em considerar que a bola não entrou, prevaleceu, mantendo o resultado final numa igualdade a uma bola.
Ficha do Jogo
Estádio do Dragão, no Porto.
FC Porto - 1 Helton, Fucile, Otamendi, Rolando, Álvaro Pereira, Guarin, Belluschi (Souza, 73), Ruben Micael, Hulk (João Moutinho, 63), Cristian Rodriguez e Falcao (Walter, 79).
(Suplentes: Beto, Sereno, Souza, Castro, João Moutinho, Silvestre Varela e Walter).
Besiktas - 1 Hakan Arikan, Roberto Hilbert, Ibrahim Toraman, Ersan Gulum, Ibrahim Uzulmez, Fabian Ernst, Mehmet Aurélio, Guti Hernandez, Nihat Kahveci (Erhan Guven, 90+2), Rodrigo Tabata (Filip Holosko, 46) e Bobo (Necip Uysal, 84).
Suplentes: Umut Kaya, Ismail Koybasi, Necip Uysal, Filip Holosko, Tomas Zapotocny, Fatih Tekke e Erhan Guven).
Árbitro: Paolo Tagliavento (Itália).
Marcadores:1-0, Falcao, 35 minutos (grande penalidade).1-1, Nihat Kahveci, 62.
Acção disciplinar: Cartão amarelo para Ibrahim Toraman (29 e 67), Cristian Rodriguez (39 e 59), Roberto Hilbert (44), Ibrahim Uzulmez (59) e Ersan Gulum (87). Cartão vermelho por acumulação de amarelos para Cristian Rodriguez (59) e Ibrahim Toraman (67).

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Leão em versão reservista adia o apuramento


 Às decisões arriscadas de Paulo Sérgio muito se deveu a derrota do Sporting


Um Sporting cheio de novidades naquela que foi uma opção com carácter suicida do técnico Paulo Sérgio adiou hoje o apuramento na Liga Europa, quando nada perspectiva esta derrota ante uma mediana equipa belga do Gent da segunda carruagem do "comboio" europeu.
Ao utilizar jogadores pouco ou nada rodados como Cédric Soares e Zapater, e ainda uma "dupla" de centrais formada por Nuno André Coelho e Torsiglieiri pela primeira vez, sabendo-se ser esta uma posição que bem necessitada está de rotinas, foi assim um Sporting "B" aquele que demandou território belga e que veio para Lisboa cabisbaixo e sem garantia do apuramento para a segunda fase.
Deste modo, o jogo frente ao Lille no próximo dia 1 de Dezembro em Alvalade assume carácter de decisivo, com os "leões a continuarem no entanto com tudo para não só serem apurados com de vencerem mesmo este grupo

Estádio Jules Ottenstadion em Gent, Bélgica
Gent - 3 Jorgacevic, Baric, Suler, Wils (Hanstveit, 28), Wallace, Ljubijankic, Smolders, De Smet (Conté, 73), Thijs, El Ghanassy e Coulibaly (Arbeitman, 66).
Suplentes: Boeckx, Hanstveit, Van der Bruggen, Skarabot, Arbeitman, Conté e Grondin
Sporting - 1 Timo Hildebrand, Abel, Nuno André Coelho, Torsiglieri, Evaldo, André Santos, Cedric (Hélder Postiga, 58), Zapater, Salomão (João Pereira, 79), Yannick e Saleiro (Valdés, 68).
(Suplentes: Tiago, Daniel Carriço, João Pereira, Maniche, Valdés, Vukcevic e Hélder Postiga).
Árbitro: Peter Rasmussen (Dinamarca).
Marcadores:1-0, Tim Smolders, 07 minutos (g.p.).1-1, Carlos Saleiro, 38.2-1, Ibrahima Conté, 79.3-1, Shlomi Arbeitman, 82.
Acção disciplinar: cartão amarelo para Abel (07 e 76), André Santos (26), Suler (32), El Ghanassy (90). Cartão vermelho por acumulação de amarelos para Abel (76

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

"Xerife" dita leis e confirma Sp. Braga na Europa

O "xerife" ditou leis
Num ambiente adverso, que por vezes chega mesmo a roçar a loucura, o Sporting de Braga mostrou um estofo interessante para quem é novato nestas andanças e assegurou a manutenção nas competições europeias, faltando confirmar se na Liga Europa, para o qual já assegurou o seu lugar, se mesmo na Champions League, onde se vencer os dois jogos que lhe faltam disputar pode ser possível.
Desta forma, seria com um golo do "xerife" Moisés que tudo se resolveria em Belgrado, com os bracarenses a assumirem desde cedo uma maior valia tecnico-táctica e com uma bravura que colocou os sérvios em sentido durante todo o primeiro tempo.
Já na segunda parte foi um Sp. Braga pragmaático e mais retraído, dando bola ao adversário e espreitando esporádicos contra-ataques aquele que levou a água ao seu moinho e assegurou a Europa em terras minhotas com a entrada de 2011.
Deste modo, e para o que falta deste grupo, espera-se que os jogadores do Sp. Braga se divirtam jogando, e quem sabe que sem o stress de quem já já fez muito, ainda não chegarão mais longe.
Parabéns a Domingos Paciência, um ainda jovem treinador mas que se afirmou definitivamente como um valor do nosso futebol e que aspira a mais altos voos. É assim um Sporting de Braga de matriz europeia aquele que o presidente António Salvador prometeu em 2003, e que se confirma na actualidade

Ficha do Jogo
Estádio Partizana, em Belgrado, Sérvia.
Partizan - 0 Vladimir Stojkovic, Aleksandar Miljkovic, Marko Jovanovic, Mladen Krstajic, Aleksandar Lazevski, Radosav Petrovic, Almani Moreira, Ivica Iliev (Marko Scepovic, 78), Sasa Ilic, Pierre Boya (Stefan Babovic, 59) e Gabriel Cleverson "Cleo".
Suplentes: Radisa Ilic, Mohamed Kamara "Medo", Stefan Savic, Aleksandar Davidov, Stefan Babovic, Marko Scepovic e Milan Smiljanic
Sporting de Braga - 1 Felipe, Silvio, Moisés, Rodriguez, Elderson, Vandinho, Luis Aguiar, Mossoró (Leandro Salino, 51), Alan (Andrés Madrid, 68), Paulo César e Matheus (Lima, 88).
Suplentes: Artur, Aníbal, Andrés Madrid, Hugo Viana, Leandro Salino, Lima e Elton
Árbitro: Martin Hansson (Suécia).
Marcador: 0-1, Moisés, 35 minutos.
Acção disciplinar: Cartão amarelo para Almani Moreira (01), Moisés (50), Radosav Petrovic (54) e Ivica Iliev (76).

Jesualdo Ferreira, uma passagem efémera por Málaga

Um momento menos bom numa carreira que fala por si
Depois da épica passagem pelo FC Porto, onde se sagrou campeão nacional , a aventura de Jesualdo Ferreira no Málaga teve um fim rápido, apesar da duração do contrato ser inicialmente de três anos.
Afundado no 18º lugar da classificação entre 20 equipas, e com a particularidade de contar por derrotas todos os cinco jogos efectuados em casa, e conhecendo somendo o sabor do êxito nas deslocações a Saragoça (5-3) e a Getafe (2-0), o conceituado treinador português acabou a aventura espanhola no dia de ontem, quando o xeque Abdullah Al-Thani, o proprietário do clube, lhe anunciou a sua saída. Com ele viriam igualmente a ser despedidos toda a equipa técnica lusa que rumou à Andaluzia, composta por Rui Silva, José Gomes e Nuno Espírito Santo.
Uma passagem efémera e sem glória por terras malaguenhas de um Homem cujo passado fala por si, e cujo currículo não ficará minimamente beliscado por esta decisão de um milionário árabe que comprou um clube de futebol como poderia ser dono de uma retrosaria. Sinais dos tempos de um indústria cada vez mais injusta e menos reconhecida.

Benfica de duas faces salva o essencial

Carlos Martins, esteve em grande plano

Foi um SL Benfica de duas faces, aquele que se apresentou em noite de Liga "milionária", com o Benfica - Olympique Lyon a destacar-se por uma autêntica "chuva" de golos, terminando com a vitória da equipa "encarnada" por 4-3, no Estádio da Luz. A equipa orientada por Jorge Jesus cumpriu a quarta jornada da Liga dos Campeões determinada a pontuar e Kardec, Coentrão e Javi García consolidaram a vitória.
Apesar de ter estado a vencer por 4-0, o Benfica permitiu ainda que a equipa francesa reduzisse a desvantagem, até perto do apito final.
Com uma alteração de última hora, o Benfica começou o jogo sem Pablo Aimar, que não integrou o "11" titular devido a uma indisposição, sendo substituído por Salvio. Estando na terceira posição do Grupo B, a formação "encarnada" tinha na mira a vitória de forma a se poder qualificar para a próxima fase da "Champions". Ainda assim, o primeiro lance de perigo surge da parte do Lyon, aos quatro minutos. Briand alcança a área do Benfica, colocando a bola na baliza de Roberto mas o lance é considerado inválido, já que o avançado estava em fora de jogo. Poucos minutos depois, o avançado francês chega com perigo à área benfiquista mas o árbitro assinala fora-de-jogo, num lance que deixou dúvidas.
Apesar das primeiras ofensivas da equipa francesa, o Benfica consegue chegar com perigo à baliza adversária, aos 18 minutos, num lance de Fábio Coentrão. O extremo segue pela esquerda, afasta-se de um adversário e realiza um remate de trivela, mas a bola passa por cima da baliza.
Mas a equipa portuguesa não teria de esperar muito por uma nova oportunidade, desta vez bem sucedida. Aos 20 minutos, Carlos Martins cobra um livre na esquerda, a bola sobra para Kardec, que cabeceia para a baliza de Lloris. A bola ainda bate no relvado mas acaba por entrar na baliza do Lyon.
Em vantagem, o brasileiro autor do primeiro golo volta a entrar na área adversária, poucos minutos depois. Pela direita, Kardec faz o cruzamento mas a defesa do Lyon estava atenta e tira a bola. Em seguida é a vez de Briand voltar a "assustar" a formação "encarnada", após um cruzamento do avançado Pied, mas a bola passa por cima da baliza de Roberto.
Mais motivada, a equipa da casa não desistia de atacar a área contrária. Aos 32 minutos, Salvio segue em contra-ataque, dá a bola para os pés de Carlos Martins, na direita, e este passa-a a Coentrão, que, do lado contrário da área, remata de forma certeira para a baliza da equipa gaulesa.
A vencer por 2-0, o Benfica perde uma oportunidade de dilatar a vantagem, quando, aos 39 minutos, César Peixoto "herda" a bola vinda de um remate de Salvio, que é defendido pelo guarda-redes do Lyon, mas o defesa falha a concretização do 3-0.
Ainda assim, antes do final do primeiro tempo, as "águias" levam a bom termo uma nova oportunidade de aumentar a vantagem, com um tento assinado por Javi García. Ao minuto 43, o médio recebe a bola, após um canto cobrado por Carlos Martins, e, na pequena área, remata com segurança, fazendo o terceiro golo dos "encarnados".
Já na segunda metade do encontro, Briand chega novamente com perigo à área adversária, rematando à baliza benfiquista, mas a bola embate em Luisão.
Aos 65 minutos, Salvio faz falta sobre o médio francês Gonalons. Em sequência, Bastos cobra o livre para o Lyon, que poderia ter alcançado a baliza de Roberto mas David Luiz corta para canto.
Reagindo às oportunidades criadas pela formação gaulesa, Coentrão não esmorece e, numa assistência de Carlos Martins, o defesa marca o seu segundo tento, fazendo o 4-0 para o Benfica.
Com a vitória da equipa da casa praticamente garantida, o Lyon deu mostras da sua vontade de pontuar na Luz, mesmo estando a perder por quatro golos. Aos 75 minutos, Gourcuff não desperdiça a oportunidade de fazer o "primeiro" do Lyon, bem perto da baliza do Benfica, abrindo caminho à redução da desvantagem da equipa francesa.
De destacar ainda um lance de Maxi Pereira, que remata de pé esquerdo, aos 81 minutos. A bola acaba por sair por cima da baliza de Lloris. Aos 85 minutos foi a vez do Lyon regressar à área contrária. Após um canto de Gourcuff, Gomis surge no segundo poste e consolida o segundo tento da equipa.
Mas os golos do Lyon não ficariam por aqui. Já no tempo dos descontos, a equipa gaulesa reduz ainda para o 4-3, o resultado final. É Loyren que concretiza o último golo do jogo, com o guarda-redes do Benfica a mostrar alguma fragilidade na altura em que Loyren chega perto da baliza "encarnada".
Ficha do jogo:
Estádio da Luz, em Lisboa
Benfica - 2 Roberto, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, César Peixoto, Javi Garcia, Carlos Martins (Felipe Menezes, 76), Fábio Coentrão, Salvio, Saviola (Jara, 70) e Alan Kardec (Weldon, 72).
Suplentes: Moreira, Airton, Franco Jara, Felipe Menezes, Weldon, Sidnei e Nuno Gomes
Treinador: Jorge Jesus
Olympique Lyon - 0 Lloris, Réveillèire, Cris, Diakhaté (Gomis, 59), Lovren, Gonalons, Pjanic (Makoun, 71) Gourcuff, Michel Bastos, Pied (Lacazzete, 71) e Briand.
Suplentes: Vercoutre, Kallstroem, Kolodziejczak, Makoun, Gomis, Grenier e Lacazette
Treinador: Claude Puel
Árbitro: Craig Thomson (Escócia).
Marcadores: 1-0, Kardec, 20 minutos. 2-0, Fábio Coentrão, 32.3-0, Javi Garcia, 42.4-0, Fábio Coentrão, 67.4-1, Gourcuff, 75.4-2, Gomis, 85.4-3, Lovren, 90+5.
Acção disciplinar: cartão amarelo para Pjanic (22), Lovren (24), Luisão (24), Saviola (60) e Roberto (90).

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Roberto, de vilão a herói?

Roberto, o que vale mesmo este guarda-redes?


Chegado à Luz com a árdua tarefa de substituir Quim e de ser o tal guarda-redes que "dá" pontos Roberto, um jovem "portero" que em Espanha brilhou nas camadas jovens do Atlético de Madrid e nas selecções jovens do seu país, viveu um início de época verdadeiramente tumultuoso.
Logo na pré-temporada o jovem espanhol denotou particulares dificuldades de integração no Clube, com intervenções que serviriam mesmo de gozo nacional, e sendo alvo de alguns cartoons a fazer analogias com o frango. No primeiro jogo oficial da época, e consequente derrota na Supertaça com o FC Porto, Roberto esteve incrivelmente mal e logo aí os profetas da desgraça falavam em substituição do guarda-redes, com o mais comum dos opinadores a traçar-lhe um cenário catastrófico, enfim... sempre sem conseguir dissociar o seu alto custo da sua contratação de €8,5 milhões,  e nunca colocando a hipótese de ser um jovem em adaptação a um clube e a um país diferente, e até mesmo o de estar pela primeira vez num clube onde joga sempre para ganhar.
No entanto, depois de Jorge Jesus à quarta jornada o ter colocado no banco num jogo na Luz com o Vitória de Setúbal, esse mal viria por bem. Nesse jogo, e depois da expulsão directa do guarda-redes brasileiro Júlio César, Roberto entrou em campo para defender um grande penalidade apontada pelo vitoriano Hugo Leal e tudo mudou na empatia de Roberto com os adeptos e também com os media.
Desde então, Roberto ganhou confiança com ele próprio e os seus colegas paulatinamente começaram a ganhar confiança nele, o que faz com que hoje seja mesmo um ídolo, e não raras vezes o melhor elemento benfiquista em campo, como se viu essencialmente ante o Lyon, no Estádio Gerland, e na última sexta-feira ante o Paços de Ferreira no Estádio da Luz.
Em minha opinião, Roberto nem nunca foi verdadeiramente um "frangueiro", nem agora é um guarda-redes de eleição. Sou mais pelo meio termo em relação a um jovem a evoluir, que nunca foi o vilão de antanho nem o herói de agora.
Sabemos que no futebol a besta e o bestial convivem lado a lado com grande frequência. Mas por favor, deixemo-nos de ser tão extremistas!